Ataque cibernético à UNITEL deixa mais de 20 milhões de utilizadores incomunicáveis
Os cidadãos angolanos, utilizadores da maior operadora de telefonia móvel do país, despertaram esta terça-feira…

Os cidadãos angolanos, utilizadores da maior operadora de telefonia móvel do país, despertaram esta terça-feira com um blackout geral, impossibilitado de manter comunicação quer por chamadas de voz, como por conexão da internet.
Vários são os constrangimentos que os mais de 20 milhões de utilizadores da rede estão a viver desde às 02h20, quando de acordo com o comunicado da operadora, foi registado um ataque cibernético na infraestrutura tecnológica da operadora móvel.
Além dos serviços de comunicação de voz, o ataque cibernético à sua infraestrutura tecnológica, abrange também os serviços de dados móveis e acesso à Internet, em todo território nacional.
“Os mecanismos de resposta e contenção foram imediatamente activados, tendo sido mobilizadas as equipas técnicas e de cibersegurança, que continuam a trabalhar para mitigar os efeitos do incidente e assegurar a reposição integral dos serviços”, assegura o comunicado.
A Operadora, que está neste momento a vender as suas acções em bolsa, afirma que os serviços continuam condicionados, estando em curso trabalhos para a estabilização e completa normalização da rede.
O blackout acontece justamente no dia em que BODIVA regista uma adesão massiva de subscrições às vendas de 15% das acções da operadora, em bolsa.
São no total 7,5 milhões de acções colocadas no mercado de vendas, registando-se uma procura superior a oferta, com um rácio de cobertura de 120,72%, acima da oferta disponível.
O preço final de cada acção foi fixado em 40.040 kwanzas, permitindo ao oferente arrecadar 300,3 mil milhões de kwanzas.
No total, foram registadas 17.549 ordens de subscrição, das quais 16.571 foram contempladas, permitindo a entrada de 11.264 novos accionistas no capital social da Unitel.
No âmbito dessa operação, o Estado angolano vendeu, através do Instituto de Gestão de Ativos e Participações do Estado (IGAPE), 7,5 milhões de ações — 13% destinados ao público em geral e 2% reservados aos trabalhadores — num processo de oferta pública que decorreu entre 6 e 24 de julho, gerando um encaixe de quase 300 milhões de euros para o Estado angolano.
Segundo o Relatório & Contas de 2025, a Unitel conta com 20,8 milhões de clientes e detém uma quota de mercado de 76%. A empresa opera também em São Tomé e Príncipe e em Cabo Verde.






