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Transmissão da TV nacional no Níger interrompida após tiroteios e Explosões na capital

Na capital do Níger, Niamey, ouviram-se disparos de armas de fogo e de armamento pesado…

Redacção2 min de leitura3 comentários

Transmissão da TV nacional no Níger interrompida após tiroteios e Explosões na capital

Na capital do Níger, Niamey, ouviram-se disparos de armas de fogo e de armamento pesado desde a madrugada, tanto nas imediações do aeroporto como no centro da cidade, na região do palácio presidencial. A junta militar no poder diz ter repelido uma tentativa de motim no palácio presidencial, e ter “recuperado o controlo” da situação.

O regime de Niamey afirmou pelas 12 horas locais, estar a “retomar gradualmente o controlo”, depois de uma intensa troca de tiros durante a manhã deste sábado, nas imediações do aeroporto e do palácio presidencial.

Os disparos ocorreram entre a guarda presidencial e membros das forças armadas que se insurgiram, de acordo com uma fonte de segurança citada pela AFP. Os  “insurgentes das forças armadas” tentaram “invadir o palácio presidencial” e houve então uma troca de tiros.

Mas já durante toda a noite, foram ouvidos disparos intensos em vários bairros da capital nigerina, sobretudo no centro da cidade, perto da presidência, mas também na zona do aeroporto, onde se situa uma importante base militar….

O sinal da televisão nacional foi interrompido durante pouco mais de uma hora na manhã de sábado, sendo restabelecido por volta das 10h00 locais.

Em comunicado, a junta no poder apelou à calma e anunciou a mobilização das forças de segurança.

Durante a manhã de sábado, os acessos à presidência e à emissora de televisão nacional estavam bloqueados por militares que obrigavam os motoristas a dar meia-volta, relataram também moradores de Niamey.

O Níger é dirigido pelo general Abdourahamane Tiani, no poder desde o golpe de Estado de 2023, e o antigo presidente deposto Mohamed Bazoum continua em detenção desde entao.

Este é o terceiro ataque ao aeroporto de Niamey desde o início do ano.

O local foi alvo de jihadistas por duas vezes: primeiro pelo Estado Islâmico, em janeiro, e depois, no final de junho, pelos seus rivais do JNIM, o braço da Al-Qaeda no Sahel. Em junho, 11 soldados e dois civis foram mortos.

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