Presidente da Zâmbia eeleito com 60% da votação com pretextos da oposição
O presidente cessante da Zâmbia, Hakainde Hichilema, foi reeleito para um segundo mandato com 60%…

O presidente cessante da Zâmbia, Hakainde Hichilema, foi reeleito para um segundo mandato com 60% dos votos. O anúncio foi feito, esta terça-feira, 18 de Agosto, pela comissão eleitoral.
A reeleição de Hakainde Hichilema acontece num ambiente político confuso, pouco habitual neste país africano, marcado pela detenção de opositores. Para este segundo mandato, Hichilema prevê a continuidade das reformas económicas no país.
Hichilema, de 64 anos, obteve cerca de 60% dos votos, numa altura em que a contagem ainda não está fechada, mas segundo a comissão eleitoral os 226 círculos eleitorais ainda por contabilizar “não devem afectar de forma significativa o resultado global da votação”.
Hichilema venceu, mais ainda não convenceu a população zambiana que quer começar a recolher os benefícios das suas reformas. Segundo o Banco Mundial, mais de 70% dos 22 milhões de habitantes vivem com menos de 3 dólares por dia.
Inflação em queda, reservas cambiais reforçadas, 50.000 empregos criados na função pública: são as bandeiras do campo do presidente reeleito, numa altura em que, quando chegou ao poder, em 2021, a Zâmbia tinha-se tornado, alguns meses antes, o primeiro Estado africano a entrar em incumprimento relativamente à sua dívida externa, na sequência da pandemia de Covid-19.
No plano político, a oposição acusa o governo em funções de intimidações, restrições e detenções arbitrárias.
O grande adversário de Hichilema era Bryan Mundubile, de 55 anos, antigo ministro do Governo de Edgar Lungu (2015-2021), que obteve 38% dos votos.
Na segunda-feira, Mundubile denunciou irregularidades no apuramento dos resultados, afirmando que as actas dos resultados tinham sido falsificadas, o que, segundo ele, poderia comprometer “a integridade” do apuramento.
Esta declaração vem juntar-se aos diferendos que marcaram a campanha, a votação de 13 de Agosto e o período posterior, situações pouco habituais numa democracia conhecida pela estabilidade.






