Angola reforça apoio à campanha da OAFLAD para empoderamento de mulheres e raparigas africanas
O Presidente da República, João Lourenço, anunciou que Angola vai contribuir financeiramente para a Organização…

O Presidente da República, João Lourenço, anunciou que Angola vai contribuir financeiramente para a Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento (OAFLAD), com o objetivo de apoiar a campanha continental “Construir Resiliência para Mulheres e Raparigas: Clima, Conflitos e Futuros Sustentáveis”.
O anúncio foi feito em Luanda, durante a cerimónia de lançamento da iniciativa em Angola. A campanha pretende fortalecer a capacidade dos países africanos para responder aos impactos das alterações climáticas, dos conflitos e das crises humanitárias, promovendo simultaneamente a proteção, participação e o empoderamento das mulheres e raparigas.
A iniciativa é liderada, em Angola, pela Primeira-Dama Ana Dias Lourenço, vice-presidente da OAFLAD, sob o lema “Construir Resiliência é Garantir Sustentabilidade para o Futuro, com Participação Inclusiva”, reafirmando o compromisso do país com a igualdade de género, a paz e o desenvolvimento sustentável.
Na sua intervenção, João Lourenço destacou o papel desempenhado pela OAFLAD ao longo das últimas duas décadas na promoção de uma África mais inclusiva, resiliente e sustentável, sublinhando que a organização tem contribuído para ampliar a participação das mulheres no desenvolvimento das suas comunidades e do continente.
O Chefe de Estado defendeu ainda que a organização continue a colaborar com os governos africanos na resposta a desafios como a pobreza, o analfabetismo, o abandono escolar e a gravidez precoce, áreas que considerou fundamentais para o desenvolvimento social.
O Presidente reiterou que uma ação conjunta entre os Estados e a OAFLAD permitirá construir comunidades mais resilientes e sociedades mais justas, garantindo às mulheres e raparigas melhores oportunidades de desenvolvimento.
João Lourenço defendeu igualmente o reforço do apoio às mulheres do meio rural e às agricultoras africanas, através do acesso a recursos produtivos, formação, inovação tecnológica, financiamento e políticas eficazes de adaptação às alterações climáticas.
Segundo o estadista angolano, investir nas mulheres representa um passo essencial para fortalecer a segurança alimentar, promover a transformação social e impulsionar o desenvolvimento sustentável em África.
Durante o discurso, o Presidente destacou também o compromisso de Angola com a promoção da paz no continente, lembrando que o país acolherá, em outubro, a quarta edição do Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência – Bienal de Luanda, manifestando o desejo de contar com uma ampla participação de mulheres africanas no evento.






