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IL exige redução de impostos e rejeita aumento da despesa no OE2027

RedacçãoLisboa3 min de leitura3 comentários

IL exige redução de impostos e rejeita aumento da despesa no OE2027

A Iniciativa Liberal (IL) vai defender, nas negociações sobre o Orçamento do Estado para 2027, a contenção da despesa pública e uma redução significativa dos impostos, sobretudo sobre os rendimentos do trabalho. A presidente do partido, Mariana Leitão, considera ainda que o Governo deve adotar medidas para aliviar o impacto da subida do custo de vida.

Lusa

Mariana Leitão apresentou as principais prioridades da IL para a discussão do Orçamento do Estado para 2027, antes da reunião prevista com o Governo.

A líder liberal afirmou que o partido pretende que o próximo Orçamento não agrave a despesa pública e inclua medidas de redução da carga fiscal, com particular incidência nos impostos sobre o trabalho.

A dirigente criticou igualmente o aumento da despesa pública registado nos últimos anos, defendendo que a subida dos gastos não tem sido acompanhada, na perspetiva da IL, por melhorias proporcionais na qualidade dos serviços públicos.

Perante o aumento do custo de vida, Mariana Leitão defendeu que o Governo deve criar condições para reduzir a pressão financeira sobre as famílias. Segundo a líder da IL, embora existam fatores económicos internacionais que escapam ao controlo nacional, cabe ao Executivo preparar respostas capazes de proteger os cidadãos quando surgem períodos de maior pressão.

Entre as propostas que a IL pretende levar para a discussão orçamental está também a criação de contas poupança com benefícios fiscais. O partido defende um modelo que permita isentar de impostos poupanças até determinado limite.

Durante o mesmo evento, dedicado às políticas de saúde, Mariana Leitão defendeu uma transformação estrutural do Serviço Nacional de Saúde (SNS), considerando que o aumento do financiamento, por si só, não será suficiente para resolver os problemas existentes.

A presidente da IL defendeu maior liberdade de escolha para os utentes e uma utilização articulada dos setores público, privado e social, com o financiamento a acompanhar o doente em função dos cuidados prestados.

A dirigente liberal defendeu ainda uma maior autonomia das unidades locais de saúde, incluindo na gestão das equipas, contratação de profissionais e organização dos recursos.

Outro ponto destacado foi a necessidade de reforçar critérios de mérito, competência e experiência na escolha das administrações das unidades de saúde, defendendo uma redução da influência partidária na gestão do setor.

Mariana Leitão criticou também atrasos na implementação de medidas relacionadas com o SNS e afirmou que os portugueses precisam de respostas concretas para problemas como listas de espera e dificuldades na prestação de cuidados de saúde.

As posições foram apresentadas no âmbito dos Fóruns do Futuro, iniciativa promovida pelo gabinete de estudos da Iniciativa Liberal.

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