Homicida do Tupac Shakur condenado pelo crime de 1996
Um júri considerou Duane Davis, antigo membro de uma gangue de Los Angeles, culpado do…

Um júri considerou Duane Davis, antigo membro de uma gangue de Los Angeles, culpado do homicídio do rapper Tupac Shakur em 1996, apesar da insistência da defesa na ausência de provas materiais.
Trinta anos após a morte – nunca esclarecida – da lenda do rap, esta antiga figura dos South Side Compton Crips, uma gangue de um bairro de Los Angeles, estava a ser julgada por encomendar o homicídio e fornecer a arma do crime.
Na segunda-feira, após deliberar durante apenas algumas horas, o júri considerou-o culpado de “homicídio qualificado com uso de arma letal”.
A sentença vai ser conhecida no próximo dia 13 de outubro.
Ao dirigir-se à juíza Carli Kierny após o anúncio do veredicto, Duane Davis declarou na sala de audiências que tencionava recorrer da decisão.
Na fase final deste julgamento, as alegações finais da acusação e da defesa duraram cerca de cinco horas.
Na alegação final, o procurador Binu Palal, em representação do Estado do Nevada (sudoeste), insistiu na tese da acusação, de que se tratava de uma retaliação pela agressão ao sobrinho de Duane Davis, Orlando Anderson, na qual Tupac Shakur tinha participado, num ciclo de vingança.
O arguido, descrito repetidamente como o “manda-chuva” (‘shot caller’), cujas ordens eram obedecidas pelos membros dos Crips, enfrenta uma pena de prisão perpétua sem possibilidade de condicional.






