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Mais de 500 camiões saem às estradas em protesto contra aumento dos combustíveis

RedacçãoCoimbra2 min de leitura3 comentários

Mais de 500 camiões saem às estradas em protesto contra aumento dos combustíveis

Mais de 500 camiões, pertencentes a mais de 120 empresas do setor das terraplanagens, participaram esta sexta-feira numa marcha lenta de cerca de 140 quilómetros para contestar o impacto do aumento dos preços dos combustíveis. A mobilização provocou constrangimentos nas autoestradas A42, A41 e A1.

A iniciativa começou durante as primeiras horas da manhã, com a concentração de centenas de camiões na zona de Lordelo, no concelho de Paredes. O protesto reuniu empresários e motoristas do setor das terraplanagens, que dizem enfrentar dificuldades crescentes devido ao aumento dos custos operacionais.

Segundo a organização, a manifestação contou com a participação de mais de 120 empresas e ultrapassou os 500 veículos pesados. A marcha percorreu aproximadamente 140 quilómetros, atravessando diferentes pontos do Norte e Centro do país, com Coimbra definida como destino final.

Entre as principais reivindicações está a inclusão do setor das terraplanagens no regime de "gasóleo profissional", uma medida que, segundo os participantes, já beneficia outras atividades ligadas aos transportes.

Os empresários defendem que o atual aumento do preço dos combustíveis está a pressionar fortemente as contas das empresas, sobretudo devido ao elevado consumo dos camiões utilizados nas operações de movimentação de terras.

Os participantes alertam ainda que a subida dos custos não afeta apenas as empresas, podendo também repercutir-se nos clientes, uma vez que o transporte de materiais e produtos se torna progressivamente mais caro.

Apesar das críticas, os promotores afirmam manter uma postura de diálogo com o Governo e apelam à adoção de medidas específicas para apoiar o setor. A mobilização juntou motoristas vindos de diferentes localidades, incluindo representantes do Norte e do Sul, que convergiram para reforçar o protesto e chamar a atenção das autoridades para as dificuldades enfrentadas pela atividade.

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