Mais de 500 camiões saem às estradas em protesto contra aumento dos combustíveis

Mais de 500 camiões, pertencentes a mais de 120 empresas do setor das terraplanagens, participaram esta sexta-feira numa marcha lenta de cerca de 140 quilómetros para contestar o impacto do aumento dos preços dos combustíveis. A mobilização provocou constrangimentos nas autoestradas A42, A41 e A1.
A iniciativa começou durante as primeiras horas da manhã, com a concentração de centenas de camiões na zona de Lordelo, no concelho de Paredes. O protesto reuniu empresários e motoristas do setor das terraplanagens, que dizem enfrentar dificuldades crescentes devido ao aumento dos custos operacionais.
Segundo a organização, a manifestação contou com a participação de mais de 120 empresas e ultrapassou os 500 veículos pesados. A marcha percorreu aproximadamente 140 quilómetros, atravessando diferentes pontos do Norte e Centro do país, com Coimbra definida como destino final.
Entre as principais reivindicações está a inclusão do setor das terraplanagens no regime de "gasóleo profissional", uma medida que, segundo os participantes, já beneficia outras atividades ligadas aos transportes.
Os empresários defendem que o atual aumento do preço dos combustíveis está a pressionar fortemente as contas das empresas, sobretudo devido ao elevado consumo dos camiões utilizados nas operações de movimentação de terras.
Os participantes alertam ainda que a subida dos custos não afeta apenas as empresas, podendo também repercutir-se nos clientes, uma vez que o transporte de materiais e produtos se torna progressivamente mais caro.
Apesar das críticas, os promotores afirmam manter uma postura de diálogo com o Governo e apelam à adoção de medidas específicas para apoiar o setor. A mobilização juntou motoristas vindos de diferentes localidades, incluindo representantes do Norte e do Sul, que convergiram para reforçar o protesto e chamar a atenção das autoridades para as dificuldades enfrentadas pela atividade.






