Portugal: Distribuidoras de medicamentos alertam para possível redução das entregas devido ao aumento dos combustíveis

O aumento dos preços dos combustíveis está a elevar os custos das empresas de distribuição farmacêutica em Portugal. A ADIFA estima um impacto adicional de cerca de quatro milhões de euros por ano e alerta que, caso a situação se prolongue, poderá haver redução na frequência das entregas de medicamentos, incluindo aos fins de semana.
A Associação de Distribuidores Farmacêuticos (ADIFA) considera que a atual subida dos combustíveis representa uma pressão significativa sobre o setor, devido aos elevados custos associados à distribuição diária de medicamentos para farmácias e outras unidades de saúde.
Segundo a associação, a manutenção dos preços dos combustíveis nos níveis atuais poderá representar um encargo adicional de aproximadamente quatro milhões de euros por ano para as empresas do setor.
Entre as medidas solicitadas ao Governo está a possibilidade de acesso ao "gasóleo profissional", além de uma redução dos custos das portagens. A ADIFA defende ainda que, perante uma eventual crise prolongada no abastecimento energético, as empresas de distribuição farmacêutica possam ter acesso à reserva estratégica de produtos energéticos.
A associação alerta que o agravamento dos custos de transporte poderá obrigar as distribuidoras a rever os atuais modelos de operação. Uma das consequências poderá ser a redução da frequência das entregas, nomeadamente durante os fins de semana.
O setor considera que eventuais alterações na distribuição devem ser analisadas tendo em conta a necessidade de garantir o abastecimento regular de medicamentos à população, num serviço que depende de operações logísticas frequentes e de uma rede de transporte permanente.
A ADIFA apela, por isso, ao Governo para que adote medidas capazes de reduzir o impacto do aumento dos combustíveis e assegurar a continuidade da distribuição farmacêutica em todo o país.






