Receitas milionárias impulsionam a FIFA
O Campeonato do Mundo de Futebol de 2026 caminha para o encerramento consolidando-se como a…

O Campeonato do Mundo de Futebol de 2026 caminha para o encerramento consolidando-se como a edição mais rentável da história da FIFA, impulsionada por recordes de assistência, aumento do preço dos bilhetes e um modelo comercial centrado em patrocínios e pacotes exclusivos de hospitalidade.
A poucos dias da final, mais de 6,5 milhões de adeptos passaram pelos estádios dos Estados Unidos, Canadá e México, superando o total das duas últimas edições do torneio e estabelecendo um novo máximo histórico de público.
A procura elevada levou os preços dos bilhetes a níveis sem precedentes. No mercado secundário, entradas para a final entre Argentina e Espanha chegaram a ultrapassar os 10 mil euros, enquanto algumas plataformas de revenda apresentaram ofertas próximas dos 2 milhões de euros.
A FIFA adotou, pela primeira vez, um sistema de preços dinâmicos, ajustando os valores conforme a procura. Os bilhetes mais acessíveis começaram nos 575 dólares, mas a elevada procura fez disparar os preços ao longo da competição.
Segundo dados da organização, a fase de grupos registou uma taxa média de ocupação de 99,7%, com um recorde diário de 281.223 espectadores presentes nos estádios.
A estratégia comercial da FIFA prevê receitas superiores a 2,6 mil milhões de euros provenientes da venda de bilhetes e pacotes de hospitalidade.
Além disso, os contratos de patrocínio deverão ultrapassar 2,1 mil milhões de euros, sustentados por acordos com grandes multinacionais e pelos direitos comerciais associados ao torneio.
No plano económico, a FIFA estima que o Mundial gere um impacto de cerca de 23 mil milhões de euros nas economias dos três países anfitriões.
Em Portugal, o torneio também impulsionou as audiências televisivas, com os jogos da seleção nacional a acumularem milhões de telespectadores, reforçando as receitas publicitárias das estações de televisão.
Apesar dos resultados financeiros, a competição tem sido alvo de críticas relacionadas com o acesso dos adeptos aos jogos.
Organizações de defesa dos consumidores e dos direitos humanos contestam os elevados preços dos bilhetes, as dificuldades na obtenção de vistos para entrar nos Estados Unidos e os custos elevados dos transportes nas cidades anfitriãs.
Também foram denunciados casos de fraude na revenda de ingressos, com adeptos a adquirirem bilhetes inexistentes através de plataformas paralelas.
Além disso, várias organizações acusam o modelo comercial da FIFA de privilegiar espectadores com maior poder económico, afastando muitos adeptos do evento.
O Mundial ficou igualmente marcado por controvérsias relacionadas com alegadas interferências externas em decisões disciplinares, bem como por protestos dirigidos a alguns patrocinadores da competição.
Entretanto, a final entre Argentina e Espanha, marcada para domingo, em Nova Iorque, deverá encerrar um torneio que estabeleceu novos recordes de público e faturação, consolidando o Campeonato do Mundo como um dos maiores negócios do desporto mundial.






