Angola destaca estabilidade económica e defende maior participação do sector privado
Angola atravessou uma fase importante de estabilização e reformas económicas, apresentando actualmente indicadores que, segundo o Governo, demonstram os resultados dos esforços desenvolvidos nos últimos anos.

A afirmação foi feita pelo Secretário de Estado das Finanças e Tesouro, Ottoniel dos Santos, durante a abertura do painel do Angola Economic Forum 2026, dedicado à relação entre Angola e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Segundo o responsável, Angola já não dispõe de um programa de financiamento com o FMI, tendo a relação entre as duas instituições evoluído para uma parceria centrada no aconselhamento e na assistência técnica.
“Hoje, Angola não tem um programa de financiamento com o FMI. A nossa relação evoluiu para uma parceria de aconselhamento e assistência técnica. É uma relação mais madura, e é assim que deve ser”, afirmou.
Entre os indicadores apresentados pelo Secretário de Estado estão a redução da inflação para 8,78% em Agosto de 2026, reservas internacionais situadas em torno dos 15,3 mil milhões de dólares e a redução significativa do peso da dívida governamental sobre o Produto Interno Bruto (PIB).
De acordo com os dados apresentados, a dívida governamental passou de 97,5% do PIB em 2020 para 51,2% no segundo trimestre de 2026.
Estabilidade deve dar lugar ao crescimento
Apesar dos avanços registados, Ottoniel dos Santos defendeu que a próxima etapa da economia angolana deve estar concentrada na transformação da estabilidade macroeconómica em crescimento sustentável, com uma participação mais expressiva do sector privado.
Para o governante, a assistência dos parceiros internacionais continua relevante, mas as decisões determinantes para o futuro económico do país deverão ser tomadas internamente.
“Os parceiros podem aconselhar, acompanhar e validar. Mas a próxima fase da história económica de Angola será escrita aqui, pelas decisões que tomarmos e pela consistência com que as executarmos.”
O Secretário de Estado considerou ainda que a estabilidade alcançada representa um activo importante para o país, por permitir maior margem para a implementação de políticas económicas de médio e longo prazo.
“A estabilidade conquistada deu ao país um activo de valor, o tempo. Cabe-nos agora usá-lo bem”, concluiu.
A intervenção ocorreu no âmbito do Angola Economic Fórum 2026, que reúne responsáveis públicos, representantes do sector privado e outros intervenientes para discutir os principais desafios e perspectivas da economia angolana.






